[Robson Kumode]

Wodevotzky, 10/08. Graduando em Comunicação Social com Habilitação em Rádio e TV. É tecnólogo em criação de roteiros, técnico em Publicidade e Propaganda e em Artes Dramáticas. Ator, dublador, locutor e clown nas horas vagas, além de dirigir umas maluquices que inventa e às vezes ninguém entende.




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[Ação!]


Sonhar é preciso, mas viver é mais ainda. Ação é cena, é energia, é vida.




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1- "Ópera do Malandro"
2- "Ópera do Malandro - 2"
3- "Kumode Caricatura"
4- "Kumode em p/b"
5- "Adeus 2003"
6- "Ressurgindo das cinzas"
7- "Evanescence"
8- "I´m loving"

9- "Hiatus"
10- "Futuro!?"
11- "Sonhos..."



[Créditos]


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[Terça-feira, Abril 08, 2008]

Alternativo

adj. Que se diz, faz ou ocorre com alternação. / Que se pode escolher em vez de outro: caminho alternativo. / Mec. Que se move com regularidade ora num sentido, ora no outro: movimento alternativo. // Corrente alternativa, corrente alternada. // Gramática Conjunção ou proposição alternativa, a que propõe, entre duas partes opostas, uma que deve ser necessariamente admitida.

Diferente

adj. Que apresenta uma diferença, que não é igual.

www.workpedia.com.br



Como ser diferente? Como ser alternativo?
Ser diferente está na moda. Cuidado para não ser igual...

Vídeo "diferente" em menos de 1 minuto


por Robson Kumode Wodevotzky
às 12:02 PM
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[Terça-feira, Abril 01, 2008]

Sempre quis ser diretor de vídeo. Lembro que ficava tentando juntar uma galera pra gravar as minhas partes favoritas de livros, e ficava pensando em planos que poderia gravar as cenas, etc.
Acho que quando somos pequenos, no fundo já sabemos com o que queremos trabalhar no futuro. Lembro também que ficava me gravando, no "meu primeiro gradiente", lendo trechos de livros, e depois mostrava pras pessoas como se fosse um daqueles discos com histórias narradas.

Depois fui fazer teatro, e ficava imaginando as peças que fazia como seriam se fossem gravadas em formato audiovisual. Passou o tempo e comecei a cursar Rádio e TV, e a dublar.

Um desejo antigo era conseguir reunir em uma peça audiovisual elementos teatrais. Conseguir traduzir para o audiovisual um pouco do onirismo cênico que o teatro pode proporcionar ao espectador, de permitir que construa a sua interpretação dentro de uma leitura menos realista e mais abstrata. Dificilmente vemos peças audiovisuais que permitem isso, que mesmo com o olhar limitado, permitam leituras diversas e não se tornem tão realistas. Quando assisti Dogville, pude ver alguma coisa no estilo que imaginava, e fiquei apaixonado pela sua estética e crítica social.

Há muito tempo também sou fã do universo rodriguiano, que permite diversas interpretações para seus acontecimentos, além de reunir planos de existências dos personagens e fundí-los na confusão deles.

Chegou a hora de produzir algo assim. Em que eu pudesse experimentar esse conceito estético da reunião do teatro com o audiovisual, com um texto do imortal Nelson Rodrigues.

Trailer do curta-metragem:



Produzir "Sônia" não foi nada fácil. Primeiro porquê é um desafio adaptar uma obra tão famosa como "Valsa n.o. 6", e depois porquê imprimir essa linguagem que eu tanto queria era experimentar algo que fora da minha cabeça às vezes não fazia sentido.



Sônia antes de tudo é uma reflexão sobre nossas existências, através de uma metáfora existencial que percorre a personagem principal, dividida em três, onde ela busca encontrar sua própria identidade distorcida pela memória, seus medos e preconceitos





Sabendo da responsabilidade de adaptar livremente uma obra de Nelson Rodrigues, tive o cuidado de estudar minuciosamente cada signo proposto pelo texto original. Algumas mudanças foram feitas, para adaptar-se a nova obra e linguagem. No texto original, Sônia é apenas uma, e os outros personagens são apenas mencionados por Sônia. Optei por desenvolver os outros personagens, e dividir as Sônias, para confundir mais o espectador e delinear mais a confusão de um personagem que não sabe quem é, gerando assim uma questão de identidade existencialista: sabemos quem somos realmente? “... e cada um de vocês? Tem certeza de suas próprias existências?”. Com essa questão, brincar com o jogo dramático, distanciando o espectador do filme. Um distanciamento Brechtiano aplicado no vídeo, algo mais agressivo que “O Show de Truman” de Peter Weir, onde o filme propriamente não se descola da ilusão, é apenas uma história de um homem que vive em um mundo fictício. Em " Sônia", a cena é distanciada, mostrando que tudo não passa de um filme, propondo a reflexão existencialista, e é um signo da própria confusão da Sônia. Quem é ela? Ela realmente existe? Qual o seu propósito? Uma leve referência da obra de Pirandello “Seis Personagens a Procura de um Autor”.




Com vocês, "Sônia", curta-metragem gravado em vídeo digital, e que apesar dos poucos 10 minutos, reuniu uma equipe de mais de 40 pessoas em um período de 4 meses:




E pra quem quiser ver mais sobre como foi feito:



por Robson Kumode Wodevotzky
às 12:37 PM
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[Domingo, Março 30, 2008]

O audiovisual retrata a vida.

A grande questão é: por quê sempre em obras audiovisuais alguma coisa acontece?
Numa das primeiras aulas de roteiro, é dito que contar uma história é contar algo que acontece na vida de alguém. É a história do protagonista que quer algo desesperadamente e possui obstáculos para conseguir.

A minha pergunta de agora é: se o audiovisual retrata a vida, e se temos que contar algo que acontece na vida de alguém, por quê não podemos simplesmente contar o que mais acontece em nossas vidas: nada.

Vai dizer... boa parte de nossas vidas, nada acontece. É uma rotina sem fim, que não quer dizer absolutamente nada.
É claro que quando alguém assiste uma obra audiovisual, é porquê quer encontrart situações que não acontecem constantemente em nossas vidas - ou nem acontecem. Mas como uma forma de protesto aos que dizem que o audiovisual é o retrato de nossas vidas, resolvi escrever um roteiro sobre o que mais acontece em nossas vidas, ou seja, o nada.

Vai ser um curtíssima metragem, e quem sabe semana que vem eu já não posto ele aqui.
Por enquanto, vejam o roteiro:

“PEQUENO ENSAIO SOBRE A VIDA”
Roteiro de Robson Kumode

CENA 1 – BANCO DO JARDIM DA FACULDADE – NOITE
MENINO está sentado pensando em algo. Com uma expressão de aparente preocupação. Ele levanta com expressão de confiança.

CENA 2 – CAMINHO DO JARDIM AO HALL DE ENTRADA - NOITE
Menino anda.
CENA 3 – ELEVADOR – NOITE
Menino sobe o elevador
CENA 4 – ENTRADA DE UMA SALA – NOITE
Menino entra na sala e fecha a porta.

NARRAÇÃO
Alguma coisa sempre acontece. Ou não.

por Robson Kumode Wodevotzky
às 11:19 PM
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